O Custo da Obediência
O CUSTO DA OBEDIÊNCIA - Agosto/2014
Existe uma cena do filme de Mel Gibson, "A Paixão de Cristo" que muito me impressionou quando assisti, dentre tantas cenas que me impressionaram, esta foi o momento em que Maria segue a multidão e quando Jesus cai exausto ela para e ajoelha-se diante de seu filho caído, humilhado e zombado, enquanto carregava a cruz. Nesta hora,. João se aproxima dela como se a quisesse retirar dali, mas ela numa atitude dramática tenta impedir os soldados romanos de chicotearem a Jesus. Neste momento ela o fita com copioso sofrimento, mas ele ergue os olhos e a encara com sublimidade, como se estivera dizendo sem uma única palavra, "isto também é por ti".
| Maria consolada por Jesus 0,90 X 1,00 - Walter de Sousa 2014 |
Procurei retratar esta cena para lembrar-me sempre do amor incondicional demonstrado a todos pelo Senhor Jesus. Uma cena triste sim, mas que nos conduz ao sentimento de gratidão, por ter Ele levado sobre si nossas dores, nossas culpas e maldições, nosso castigo. Homem de dores que soube o que é padecer. Obediente até à morte e morte de cruz...nosso salvador por nós padeceu.(Isaías 53)
Preocupa-me ouvir pregadores que acreditam que a obediência a Deus é realizada somente de maneira alegre e festiva como se a vida cristã fossa um entretenimento fantasioso e cheios de eventos felizes.
Porém, ao analisarmos a história da nossa fé, concluímos que a vida cristã pode sim conter momentos de extrema felicidade, de luzes, festas, churrascos, aumentos de salários, promoções, etc. Mas por outro lado, ela também nos trará responsabilidades que nos conduzirão ao martírio diário, ao sofrimento para finalizarmos a obediência.
Na vida de Cristo observamos isto. Ele levou a cabo até ao final sua obediência incondicional ao desígnio do seu Pai. foi obediente até à morte e morte de cruz...Depois de todo seu trabalho realizado com dedicação e obediência ele foi exaltado pelo Pai, e o apóstolo Paulo nos convoca a termos em nós o mesmo sentimento:
"Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus, o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai." Filp. 2:5-11
Ao olharmos esta cena, que nossa mente nos conduza a uma espiritualidade mais contrita, mais devota à vontade divina. Que cada um de nós possamos levar a sério nossa vida de obediência a Cristo, mesmo que isto nos custe o preço dos sofrimentos circunstanciais das zombarias dos amigos, parentes, do mundo que nos cerca, mesmo que tenhamos de perder muitas vezes, mesmo diante dos impedimentos fisicos, sociais, financeiros, etc. Que saibamos o quanto valerá a pena havermos obedecido ao Senhor.
Seja firme irmão, permaneça fiel e obediente em meio ao sofrimento.
A Deus toda glória!
revw


1 Comentários:
Caro Pastor Walter, cliquei no link que me desse a continuidade do comentário sobre a imagem de Maria amparando Jesus em seu sofrimento. Na tela, os braços de Maria parecem desproporcionais, pesados pela dor. Você fez referência ao filme "A Paixão de Cristo".Também assisti e achei muito comovente, com uma linguagem verossímil, desconcertante por nos colocar de frente com o que somos. Bem, pensei desse modo. A parte inicial, quando Jesus ora ao Pai e prepara seu espírito para a luta que enfrentaria com a condenação, enfim, a batalha espiritual entre o medo e o sacrifício, ali Jesus é encantadoramente humano, sendo o filho de Deus, aquele que nos salvou por obediência total à vontade do Pai. Jesus nos amou incondicionalmente e é o nosso socorro, a Luz do mundo.
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